Os números fazem parte de um estudo divulgado pelo INSTRAW por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, lembrado amanhã.
O trabalho destaca que a América Latina e o Caribe são lugares perigosos para as mulheres, já que mais da metade das mulheres da região foram alvo de agressões.
Sediada em Santo Domingo, a organização apontou que os níveis de violência de gênero na região são altos e deu como exemplo a Bolívia, onde 52,3% das mulheres de entre 15 e 49 anos foram vítimas de atos violentos cometidos por seus parceiros.
Este fenômeno também afeta o Haiti, onde 17% das mulheres foram alvo de violência sexual, enquanto 68% das peruanas sofreram violência emocional.
Na República Dominicana, o estudo estima que 24,8% das mulheres que vivem em áreas urbanas e 21,9% das de áreas rurais foram agredidas fisicamente durante algum período de sua vida, embora as denúncias não sejam feitas na prática.
O resumo do estudo divulgado à imprensa aponta que a violência de gênero “representa uma ameaça para a segurança humana tanto no continente, como no âmbito global”.
“As mulheres e as meninas são especialmente vulneráveis às diferentes ameaças contra a segurança, seja em seus lares, por conflitos, ou por deficiência na governabilidade”, acrescentou.
De acordo com o estudo, a segurança para as mulheres da região depende da criação de um círculo de proteção dentro de seus lares, assim como a defesa contra a violência e o assédio sexual em locais públicos e no ambiente de trabalho.
Além disso, ressaltou que a existência dessas situações exige e demonstra que o Estado tem que pôr em prática ações adequadas e concretas, dirigidas a satisfazer as necessidades das mulheres latino-americanas.
O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é lembrado em memória das irmãs Patria, Minerva e María Teresa Mirabal, assassinadas pela Polícia secreta do ditador dominicano Rafael L. Trujillo (1930-1961) no dia 25 de novembro de 1960.