Clara González de Rojas, sick mãe de Clara Rojas, libertada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo a Cruz Vermelha e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu hoje respeito aos direitos de seu neto Emmanuel e disse que em não existe ódio ou rancor em seu coração.
“Dona Clara” afirmou hoje, de Caracas, onde se encontra, à rádio colombiana “Caracol”, que está desde o ano passado à espera de sua filha, e que Deus “protegeu o bebê – Emmanuel – e minha filha para que eu conseguisse chegar a este ponto, a esta etapa”.
Sobre seu neto Emmanuel, filho de Clara Rojas, nascido em cativeiro, disse que espera reunir-se com ele tão logo seja possível, e revelou que está em contato permanente – “pela manhã e à tarde” – com a diretora do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF), Elvira Forero, sob cujos cuidados se encontra a criança há pouco mais de dois anos.
A diretora, disse a mãe da refém, “sempre me assegura que (o menino) está muito bem protegido, que é uma criança que inspira muitíssima ternura e é linda”.
“Trabalhei com os fatos até agora com muita ética, e de agora em diante espero que o povo também se comporte com ética e respeitando os direitos desta pequena criança”, reafirmou.
Dona Clara disse que pelo que sabe da saúde de Emmanuel, ele necessita fortalecer os músculos, os nervos, os tendões, “porque esteve muito tempo lesionado”, desde seu nascimento na selva, quando um de seus braços sofreu uma fratura.
“O perdão tem uma conotação bastante implícita. O perdão é que alguém não tem que odiar” porque “quando se começa a não perdoar, a alimentar esses ódios, esses rancores, essas indisposições que perturbam a vida e a alma, é quando a vida torna-se irreconciliável”, acrescentou, sobre os seqüestradores de sua filha. “Perdoar é estar em paz, e eu não tenho rancor nem ódio de ninguém”, concluiu.