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Mundo

Mãe de Betancourt pede à filha que tenha esperanças

Arquivo Geral

02/12/2007 0h00

Yolanda Pulecio, check mãe da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pediu hoje à sua filha que não perca as esperanças.

“Não perca a esperança e a força; pense em suas crianças, e se alimente bem, porque diz que já não tem vontade de comer. Deus vai nos ajudar”, disse Pulencio durante uma entrevista à emissora da televisão estatal venezuelana “VTV”.

A mãe de Ingrid Betancourt também pediu ajuda aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, além de ao chefe guerrilheiro Manuel Marulanda.

Pulecio e outros familiares de reféns das Farc esperam ser recebidos por Chávez em Caracas, para pedir a ele que volte a ser mediador para uma troca humanitária de seqüestrados por guerrilheiros presos.

Na semana passada, Uribe retirou esse status do presidente venezuelano, o que provocou uma crise nas relações entre os dois países.

“Espero muito de Chávez porque tem coração. O que mais me impressionou nele é sua consciência humana e social; é um homem com alma”, acrescentou.

“Pedimos a Chávez que continue nos ajudando, porque é a única esperança que temos”, afirmou a mãe de Betancourt. Sobre Uribe, disse que “é muito obstinado”, apesar de ter desejado que ele “reagisse e pensasse que tem uma responsabilidade com todos os colombianos”.

Ressaltou que os familiares dos reféns e dos guerrilheiros presos não entendem por que, de uma forma tão abrupta e sem nenhum respeito, Uribe excluiu Chávez das negociações pelo acordo humanitário.

“Não sei se Uribe se interessa pelo que acontece com essas pessoas. Pedimos a ele de todas as formas. Nos dois primeiros anos, pensei que ele nos ajudaria”, acrescentou, pedindo também “uma atitude” do líder das Farc.

“Peço a Marulanda que tome uma atitude e liberte um grupo de reféns para dar início a um processo que permita a libertação de outros, gesto que seria mundialmente reconhecido”, afirmou.

Pulecio voltou a criticar o vazamento à imprensa de uma carta enviada por sua filha, interceptada esta semana em Bogotá. A mensagem foi transcrita em algumas passagens incompletas.

“Era uma carta íntima para nós, sua família. Pensamos em processar” a procuradoria pelo vazamento, disse Pulecio a uma emissora de seu país.

O procurador-geral colombiano, Mario Iguarán, disse que se comprometeu a não divulgar a carta, por isso se mostrou surpreendido com sua publicação, pediu desculpas e prometeu que investigará o responsável pelo vazamento.

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