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Lula sai em defesa da Venezuela e diz que povo de lá é ‘dono do próprio nariz’

”O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, afirmou Lula

Redação Jornal de Brasília

17/10/2025 8h49

(FILES) Brazil’s former President (2003-2011) Luiz Inacio Lula da Silva addresses reporters at the Italian General Confederation of Labour (CGIL) on February 13, 2020 in Rome. – President Luiz Inacio Lula da Silva has been in diplomatic hyperdrive since taking office, making Brazil a key global player again — but stoking controversy with some of his stances, including on Ukraine and Venezuela. Less than six months into his term, the veteran leftist has already met more foreign leaders than his predecessor, far-right ex-president Jair Bolsonaro, did in four years — 33 to 32, according to a count by newspaper O Globo. (Photo by Filippo MONTEFORTE / AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar em defesa da Venezuela no momento que os Estados Unidos autorizam ações no país vizinho. Lula defendeu a Venezuela, comandada pelo ditador Nicolás Maduro, ao afirmar que a população do país é dona do próprio destino e que nenhum presidente estrangeiro deve dar palpite sobre o destino do país.

A declaração foi feita no 16º Congresso do PCdoB, em Brasília.

“O Brasil nunca vai ser a Venezuela e a Venezuela nunca vai ser o Brasil. Cada um será ele. O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, afirmou.

Ao destacar a boa relação com líderes esquerdistas sul-americanos nos dois primeiros mandatos à frente da Presidência, Lula disse que teve uma boa relação com Hugo Chávez Segundo o presidente, a “onda rosa”, onde progressistas comandaram boa parte do continente, foi o “melhor momento político, ideológico e social da região”.

“Eu tive o prazer de viver na presidência do Brasil entre 2002 e 2010, no melhor momento político, ideológico e social da América do Sul, a minha convivência com Cristina e o (Néstor) Kirchner, da Argentina), a minha convivência com Michele Bachelet, do Chile, com Tabaré Vázquez no Uruguai e Pepe Mujica, com (Fernando) Lugo no Paraguai, com (Hugo) Chávez na Venezuela, com Evo Morales na Bolívia, isso tudo acabou”, disse Lula.

Na terça-feira, 14, os Estados Unidos atacaram um barco que, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, carregava drogas. Seis pessoas morreram. A ação, segundo Trump, foi feita após “a inteligência confirmar que o barco estava contrabandeando drogas, estava associado a redes narcoterroristas ilícitas e navegava em uma rota conhecida” por essas organizações”.

Um dia após o ataque ao barco, na quarta-feira, 15, Trump disse que considera atacar em terra cartéis de droga que operam na Venezuela. O líder americano confirmou uma reportagem do New York Times publicada que revelou que ele autorizou operações da CIA contra Caracas.

Na mesma solenidade Lula falou da política brasileira e afirmou que tem disposição para disputar mais cinco eleições e que muito provavelmente será candidato em 2026.

“Se eu decidisse ser candidato, obviamente a direção dos partidos que verem, se eu decidisse ser candidato, não é para disputar só, é para a gente ganhar essas eleições”, disse.

Estadão Conteúdo

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