O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chanceler alemã, Angela Merkel, fecharam hoje quatro acordos de cooperação entre seus países, que foram assinados na sede do Governo alemão por ministros ou seus representantes, na presença dos dois governantes.
O primeiro acordo foi uma declaração de intenções sobre o combate comum à mudança climática assinado pelo ministro do Meio Ambiente alemão, Norbert Röttgen, e pelo embaixador brasileiro em Berlim, Everton Vieira Vargas.
Sobre essa declaração de intenções, Lula e Merkel reiteraram seus compromissos com a comunidade internacional na defesa do clima e se mostraram de acordo em fazer o possível para que a cúpula de Copenhague permita um acordo político e um plano preciso para transformar esse acordo em um tratado juridicamente vinculativo.
“Acho que, de Copenhague, não sairá o acordo com o qual todos nós sonhamos, mas confio em que haverá progressos que deem confiança à humanidade em que nosso planeta poderá ser desfrutado por nossos bisnetos”, disse Lula.
O segundo acordo, assinado pelo ministro de Cooperação Econômica alemão, Dirk Niebel, e o secretário-geral das Relações Exteriores brasileiro, Antonio de Aguiar Patriota, destina ajudas financeiras alemãs a projetos de desenvolvimento no Brasil.
Esse acordo está relacionado com o terceiro, no qual se define uma cooperação econômica estreita entre os dois países diante da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
A cooperação terá a ver com o apoio alemão a obras de infraestrutura, mas também com a experiência da Alemanha com a organização do Mundial de 2006.
“Naturalmente, só daremos os conselhos que o Brasil nos pedir, mas acho que temos muito a oferecer no tema de segurança, já que, na Alemanha, a cooperação entre a Polícia e os torcedores foi exemplar”, disse Merkel.
Lula, ao ser perguntado por um jornalista brasileiro sobre se temia que houvesse problemas de segurança no Mundial, respondeu que a única coisa que o Brasil teme é chegar à final e perder, como em 1950.
Merkel disse que, em relação a perder, a Alemanha poderia dar um pouco de sua experiência ao Brasil, já que todo o país comemorou o terceiro lugar como se tivesse sido uma vitória.
Finalmente, o quarto documento assinado define 2010 como o ano germânico-brasileiro da ciência, tecnologia e inovação.