Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e de El Salvador, Mauricio Funes, concordaram hoje, após um encontro em Brasília, que nenhum país pode aceitar “o retrocesso democrático” provocado pelo golpe de Estado do dia 28 de junho em Honduras, contra Manuel Zelaya.
“O golpe em Honduras é um retrocesso inaceitável. Os golpistas têm que entender que a vontade do povo é soberana”, afirmou Lula, em referência à crise no país centro-americano, em um breve pronunciamento após sua reunião com Funes.
“Brasil, El Salvador, o Mercosul, a União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Organização dos Estados Americanos (OEA), estamos todos unidos. Não reconheceremos as eleições (do dia 29 de novembro) convocadas pelo atual Governo de Honduras”, acrescentou Lula, ao insistir que a solução para crise exige, como primeiro passo, o retorno incondicional do presidente deposto ao poder.
Lula acrescentou que as medidas anunciadas recentemente pelos Estados Unidos contra o Governo de Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso no lugar de Zelaya, demonstram que Washington também defende a mesma posição.
“As medidas do presidente americano, Barack Obama, são bem-vindas. Significam que os EUA se uniram à posição regional”, afirmou.
“É preciso reverter o retrocesso democrático”, disse Funes, que iniciou hoje uma visita de dois dias ao Brasil.