Menu
Mundo

Lula diz que não pode agir em caso Battisti antes de decisão do STF

Arquivo Geral

14/11/2009 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não pode fazer nada em relação ao caso do ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti, preso no Brasil à espera de uma definição sobre sua extradição, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) emita sua decisão.

“O presidente do Brasil pouco pode fazer quando o processo está nas mãos do Supremo Tribunal Federal”, avaliou Lula durante entrevista coletiva posterior a sua reunião em Paris com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Lula disse que deve esperar uma decisão do STF para depois analisar “se há algo que o presidente possa fazer”, acrescentou.

Ao responder à pergunta de um jornalista que comentou que Battisti tinha iniciado uma greve de fome para tentar impedir sua extradição, o presidente apenas disse que “se fosse Battisti, não faria”.

“Não recomendo a ninguém”, disse o presidente após lembrar que ele mesmo já fez uma greve de fome durante vários dias.

Lula provavelmente falará sobre Battisti na Itália, para onde viajou hoje a partir de Paris. Em Roma, ele deve se reunir com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e participar da primeira Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês).

Atualmente com 55 anos, Cesare Battisti foi membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), braço das Brigadas Vermelhas.

Battisti foi julgado na Itália à revelia e condenado à prisão perpétua em 1993 por quatro assassinatos cometidos entre 1977 e 1979, quando o país vivia uma onda de violência política.

Na época de seu julgamento, Battisti estava na França, país que o concedeu o status de refugiado político, mas fugiu em 2004, quando o Governo francês se preparava para revogar essa condição com o objetivo de extraditá-lo à Itália.

Battisti foi capturado em março de 2007 no Rio de Janeiro, onde, segundo fontes policiais, foi localizado em uma operação conjunta feita por agentes de Brasil, Itália e França. Desde então, permanece detido em uma prisão de Brasília, de onde reivindica sua inocência e se diz vítima de uma perseguição política por parte do Governo italiano.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado