Menu
Mundo

Lula diz que metas brasileiras de CO2 obrigaram países a assumir compromissos

Arquivo Geral

30/11/2009 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou hoje que a decisão de seu Governo de anunciar uma meta voluntária de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2), frente à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, obrigou outros países a estabelecer compromissos.

Lula disse, em seu programa semanal de rádio “Café com o Presidente”, que o Brasil decidiu apresentar números no mês passado para demonstrar seu compromisso com o combate à mudança climática e aceitou reduzir suas emissões de gases poluentes até 2020 em entre 36,1% e 38,9%.

“Isso obrigou outros países, que resistiam a apresentar números, a começar a fazê-lo. Os Estados Unidos apresentaram números, mais ou menos (uma redução) de 18% até 2020. A China apresentou números de 40% a 45% até 2020”, afirmou Lula.

“Pode haver algumas características diferentes entre os números que os países vão apresentar, mas um passo importante é que já está claro que todos os países terão que assumir responsabilidades, porque o aquecimento global é responsabilidade de todos”, acrescentou.

Lula assegurou que, além dos compromissos de redução das emissões de CO2, também será discutida na conferência a origem dos recursos para financiar estes esforços.

“Os países ricos, além de reduzir suas emissões, vão ter de disponibilizar dinheiro para ajudar os países em desenvolvimento e os países mais pobres, para que também possam assumir metas”, assegurou.

O presidente acrescentou que a conferência da ONU, que será realizada em Copenhague, também terá que garantir aos países em desenvolvimento acesso a novas tecnologias e a financiamento, para que possam seguir crescendo de forma sustentável.

“Acho que todo o mundo está preocupado em encontrar uma saída definitiva e em assumir sua responsabilidade para garantir a sobrevivência do planeta, porque isso significa cuidar do futuro”, disse Lula, que reiterou seu otimismo sobre os resultados da reunião de Copenhague.

O presidente disse que os temas que serão discutidos na cúpula foram abordados na reunião que teve na quinta-feira, em Manaus, com representantes dos países amazônicos e da França, que qualificou como proveitosa.

“Elaboramos um documento que é quase uma carta de princípios para os países que compartilham a Amazônia. Essa carta de princípios com certeza vai orientar o comportamento de todos os presidentes da América do Sul, especialmente dos mais vinculados à Amazônia, em nossa participação em Copenhague”, afirmou.

A Declaração de Manaus estabelece que todos os países têm responsabilidades no combate à mudança climática, mas que as nações desenvolvidas, por serem historicamente mais responsáveis, têm que ajudar financeiramente os países mais pobres a reduzir suas emissões e a cuidar das selvas tropicais.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado