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Mundo

Lula diz que é difícil ver defeitos do Mercosul

Arquivo Geral

18/12/2007 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Mercosul é “como um filho” e nem sempre é possível ver seus defeitos, about it em discurso na cúpula do bloco realizada no Uruguai.

“A burocracia é um dos muitos problemas no bloco, sildenafil mas às vezes vemos o Mercosul como um filho” e nem sempre é possível enxergar suas falhas, viagra mas que é preciso reconhecer que elas existem, disse.

Lula, que em mais de uma vez destacou sua condição de “decano” entre os presidentes do bloco, afirmou que “apesar dos evidentes progressos obtidos pelo Mercosul em seus 16 anos de existência, continua havendo muitos inimigos e detratores”.

“Há cinco anos, diziam que o bloco era um fracasso e não tinha futuro, mas a realidade é que avançamos, com dificuldades, mas avançamos, e o Brasil passou de US$ 10 trilhões de comércio em 2003 para US$ 24 trilhões hoje”, afirmou.

Lula convidou a presidente da Argentina, Cristina Fernández, que assume hoje a Presidência “pro tempore” do Mercosul, a “definir uma agenda concreta que abranja as divergências no bloco e evite a dupla tributação de impostos”.

O presidente afirmou ainda “que os tempos políticos não são tempos técnicos” na busca de soluções para as dificuldades.

“Nós (os chefes de Estado) devemos nos reunir quantas vezes for necessário para superar os problemas e reafirmar as decisões políticas”, ressaltou.

O Mercosul “tem inimigos internos e externos e se não avançarmos mais depressa, a culpa não é dos Estados Unidos, da Alemanha nem de nenhum outro país, mas de nós mesmos”, destacou Lula.

De acordo com o presidente, para poder seguir em frente e superar os obstáculos internos do bloco “é necessário deixar de lado as críticas e as pressões” dos setores empresariais e industriais que cada Governo pode enfrentar em seus países.

“Devemos pensar na economia como um todo, não em setores isolados ou de maior peso, mas nos benefícios que o Mercosul pode trazer para nossos países e para a região”, afirmou.

“Apesar das dificuldades e dos problemas, que reconhecemos que existem, sou otimista quanto ao futuro do Mercosul”, acrescentou.

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