O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que os biocombustíveis são a resposta para combater a mudança climática, information pills assim como uma oportunidade econômica para os países em desenvolvimento, page ajudando reduzir as desigualdades no mundo.
Lula, que hoje discursou no plenário da 62ª Assembléia Geral da ONU, disse que o crescimento de setores econômicos como o de biocombustíveis ajudou a reduzir a pobreza no Brasil, ao mesmo tempo em que contribuiu para preservar o meio ambiente.
“Não conseguiremos combater o terrível impacto da mudança climática até que a humanidade mude os padrões de produção e consumo de energia”, ressaltou.
Segundo o presidente, “o mundo precisa urgentemente do desenvolvimento de uma nova matriz energética, na qual os biocombustíveis desempenharão um papel fundamental”.
Com o objetivo de estimular a cooperação internacional em favor do meio ambiente, Lula convocou uma nova cúpula internacional sobre a Terra para ser realizada no Rio de Janeiro em 2012, na qual seriam analisadas as conquistas obtidas desde a Eco 92, que também ocorreu na capital fluminense.
O presidente lembrou ainda que, em 2008, o Brasil acolherá uma conferência internacional sobre biocombustíveis e incentivou a participação internacional, para que, a partir desta plataforma, sejam “estabelecidos os alicerces para a cooperação global” nesse assunto.
Lula ressaltou que o Brasil conseguiu reduzir à metade o desmatamento da Floresta Amazônica nos últimos três anos e pediu que as nações mais industrializadas adotem iniciativas semelhantes adequadas a seus entornos.
Segundo ele, cultivos como cana-de-açúcar e milho, ao serem transformados em combustível, podem oferecer aos países pobres de América Latina, Ásia e África uma “excelente oportunidade” de aumentar sua autonomia energética, gerar renda e equilibrar seus déficits comerciais.
“As pessoas passam fome não por falta de alimentos, mas por falta de renda, que afeta quase um bilhão de homens, mulheres e crianças”, frisou.
O presidente do Brasil, que tradicionalmente é o segundo chefe de Estado a discursar todos os anos no plenário da Assembléia Geral, acrescentou que “o desenvolvimento sustentável não é justo se não inclui o elemento ambiental, além de ser um desafio social”.
Além dos aspectos relacionados à mudança climática e ao seu impacto no desenvolvimento sustentável e na luta contra a pobreza, Lula falou sobre as negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), afirmando que são fundamentais para a redução das desigualdades.
O presidente ressaltou que acabar com a pobreza depende também de que as relações econômicas entre os países “não penalizem os mais pobres”.
“A Rodada de Doha precisa promover um pacto verdadeiro para o desenvolvimento, com a adoção de regras justas e equilibradas de comércio internacional”, afirmou.
O presidente criticou um dos elementos essenciais destas negociações, a resistência por parte de Estados Unidos e União Européia (UE) a diminuir seus subsídios agrícolas internos.
Para Lula, a prática “torna mais rico os que já são (ricos) e mais pobres os que já são (pobres), e isso não pode mais ser aceito”.
“Não aceitamos o protecionismo agrícola que perpetua a dependência e o subdesenvolvimento”, ressaltou Lula, que acrescentou que o Brasil “se esforçará para uma conclusão bem-sucedida destas negociações que, acima de tudo, precisam beneficiar os países mais pobres”.
Além disso, o presidente disse que a contribuição da América do Sul à economia internacional será feita através da integração, em particular por meio do Mercosul.