“Eu penso que vamos encontrar uma solução já que Uribe e Obama concordam em que as bases são para cuidar do problema interno da Colômbia. Espero que quando esse acordo estiver assinado nós possamos tomar conhecimento dele”, declarou Lula em São Paulo durante uma entrevista coletiva conjunta com o presidente colombiano.
Lula ressaltou que a utilização das bases militares colombianas pelos EUA e os acordos de outros países da região, como os que Brasil e Venezuela têm com terceiros, devem ser “transparentes” aos olhos do Conselho de Defesa da União de Nações Sul-americanas (Unasul).
“Não deve haver segredos no processo de integração que estamos fazendo”, disse Lula, em referência à milionária compra de equipamentos militares da França por seu Governo.
Já Uribe defendeu o acordo e afirmou que as “garantias vêm dos processos históricos”.
“A Colômbia jamais foi um país ofensivo, enfrenta um problema de narcoterrorismo sério e o compartilhamos permanentemente com o presidente Lula e ele sabe dos esforços. Avançamos, mas ainda falta um trecho”, disse o líder colombiano.
Na Colômbia, “sempre respeitamos profundamente o Brasil e o presidente Lula é imensamente respeitoso conosco”, ressaltou.
Para Uribe, “a tradição histórica do caráter defensivo da Colômbia é um conjunto de garantias, como o diálogo sincero, para que não haja um só motivo de suspeita” sobre o acordo militar com os EUA, que foi duramente questionado por outros países vizinhos, como Equador e Venezuela.