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Lula defende regulação da IA por instituição multilateral como a ONU

O presidente brasileiro alerta para riscos de uso indevido da tecnologia durante entrevista na Índia.

Redação Jornal de Brasília

20/02/2026 14h22

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a regulação para o uso da Inteligência Artificial (IA) seja conduzida por uma instituição multilateral com o porte das Nações Unidas, visando beneficiar a sociedade como um todo, em vez de poucos proprietários.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (20) em entrevista ao programa India Today, durante viagem oficial à Índia. Lula alertou para os riscos de uso indevido da IA, que podem causar danos à vida íntima das pessoas e provocar violência. Ele enfatizou a necessidade de proteger especialmente crianças, adolescentes e mulheres.

“Precisamos de uma regulação rígida, realizada por uma instituição multilateral com o porte das Nações Unidas. Essa regulação deve proteger especialmente crianças, adolescentes e mulheres, pois não podemos permitir que a IA seja usada para causar danos e violência”, disse o presidente.

Segundo Lula, há dois ou três proprietários de grandes plataformas que resistem à regulação, mas sem controle, a IA não será benéfica para a humanidade. Ele destacou que a tecnologia pode elevar padrões de vida em áreas como saúde e educação, melhorar serviços públicos e privados, e condições de trabalho, desde que sirva à sociedade civil.

“Quem precisa assumir o controle sobre a IA é a sociedade”, completou.

Na mesma entrevista, Lula reiterou a defesa de transações comerciais entre países do Brics com moedas locais, em vez do dólar americano. O Brics é formado por 11 países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Com informações da Agência Brasil

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