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Lula critica Trump por ameaças no conflito com o Irã e defende papa Leão XIV

O presidente brasileiro expressou solidariedade ao papa após troca de críticas com Trump e comentou a prisão de Alexandre Ramagem nos EUA.

Redação Jornal de Brasília

14/04/2026 13h01

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta terça-feira (14), as ameaças feitas por Donald Trump ao mundo durante a guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Para Lula, as ações do presidente norte-americano são inconsequentes e prejudicam a democracia.

Lula destacou que Trump não precisa ameaçar o mundo para afirmar a superioridade dos Estados Unidos, que ele admira pela capacidade de trabalho de seu povo, pela conjuntura econômica e pelo grau de instrução. ‘Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo’, disse o presidente brasileiro.

O conflito, segundo Lula, tem consequências negativas para a economia global, especialmente nos preços dos combustíveis. ‘Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente’, acrescentou.

Em solidariedade ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump sobre as ações americanas no Irã e na Venezuela, Lula afirmou ter ficado bem impressionado com o pontífice. No domingo (12), Trump chamou Leão XIV de ‘terrível em política externa’ e pediu que ele deixasse de agradar à esquerda radical. Em resposta, o papa disse não ter medo do presidente estadunidense e acreditar na mensagem de paz do Evangelho.

‘Estive com ele [papa Leão XIV] e saí muito bem-impressionado. [Quero] ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém’, declarou Lula em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM.

Durante a mesma entrevista, Lula comentou a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos. Detido pelo serviço de imigração e alfândega (ICE) em Orlando, na Flórida, Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Em setembro do ano passado, o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência fugiu do Brasil pela fronteira com a Guiana, usando passaporte diplomático não apreendido, apesar da proibição de deixar o país. Seu nome consta na lista de foragidos da Interpol. Lula destacou que Ramagem deve retornar ao Brasil para cumprir a pena, em meio a uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para combater o tráfico internacional de armas e drogas. A Polícia Federal informou que a prisão resultou de cooperação policial internacional.

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