Lula, que está fazendo visita oficial ao Peru, publicou, ao lado de García, uma Declaração Conjunta condenando “da forma mais enfática a inaceitável negativa, pelas autoridades de facto de Honduras, em completo desacordo com o Direito Internacional, de conceder o salvo-conduto”.
Segundo a declaração, Zelaya planejava viajar ao México para cumprir “esforços para alcançar uma solução pelo diálogo para a crise hondurenha, em conformidade com as resoluções da OEA (Organização dos Estados Americanos)”.
Na quarta-feira, o Governo de facto hondurenho, presidido por Roberto Micheletti, rejeitou “por improcedência” a solicitação de um salvo-conduto para que Zelaya pudesse abandonar a embaixada do Brasil, onde se encontra desde o dia 21 de setembro, e viajar ao México após uma negociação entre as partes.
O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, assinalou hoje que “ninguém reconheceu nem legitimou o Governo de (Roberto) Micheletti”, presidente de facto de Honduras desde a queda de Zelaya, no último dia 28 de junho.
“Há países que disseram que vão a reconhecer a eleição, que vão reconhecer o presidente (eleito Porfirio) Lobo, mas não há nenhum país que tenha normalizado suas relações ou que tenha declarado que reconhece o Governo de facto”, concluiu Insulza.