O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega do México, Felipe Calderón, anunciaram hoje o início de negociações para um acordo bilateral de integração econômica.
Após uma reunião entre os dois ao fim da Cúpula do Grupo do Rio, no México, Calderón assegurou que, com a decisão, ambos os países iniciam uma nova etapa e uma relação “mais forte e sólida”.
Lula assegurou que México e Brasil têm condições para serem parceiros, já que não são adversários e “muito menos inimigos”.
Entre os objetivos do tratado citados pelo presidente mexicano está o de promover o crescimento e o desenvolvimento econômico dos dois países.
O futuro tratado de livre-comércio permitirá fortalecer a competitividade e a presença regional nos mercados internacionais e aumentará o emprego e o bem-estar de mexicanos e brasileiros, afirmou Calderón.
Segundo o presidente mexicano, também garantirá o acesso de produtos aos dois mercados, integrará as cadeias produtivas e sustentará os fluxos de comércio, investimento, alianças estratégicas, transferências e cooperação.
Calderón disse que estes são apenas alguns dos muitos benefícios que os dois países podem ter caso consigam aproveitar a complementaridade de suas economias e os atrativos dos dois mercados.
O presidente do México convidou os empresários de ambos os países a participar do processo, cuja duração dependerá “da substância”, ressaltou.
Para Lula, o México tem que virar a cabeça para a América do Sul, porque “o mundo é redondo, não retangular”. “É necessário olhar para todos os lugares”, disse o presidente brasileiro.
Da mesma forma que Calderón, Lula se dirigiu aos empresários de Brasil e México e pediu para que “não tenham receios” e que se reúnam para discutir a construção de alianças e investimentos conjuntos.
“A oportunidade está sobre a mesa, basta que nossos empresários tentem o que queremos para nossas economias”, afirmou Lula.