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Mundo

Lula afirma que Brasil e Índia são as maiores democracias do ‘Sul Global’, excluindo China

Pequim possui um sistema de governo de partido único, que impede siglas menores de concorrer em eleições

Redação Jornal de Brasília

21/02/2026 11h07

india brazil diplomacy

Foto: SAJJAD HUSSAIN / AFP

VICTORIA DAMASCENO
NOVA DÉLI, ÍNDIA (FOLHAPRESS)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (21) que a Índia e o Brasil são as duas maiores democracias do chamado “Sul Global”, uma declaração que exclui a China deste sistema de governo.

“O encontro entre Índia e Brasil é uma reunião de superlativos. Não somos apenas as duas maiores democracias do Sul Global. Este é o encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo”, disse o presidente ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi em Nova Déli, na Índia.

Durante sua passagem pela cidade, o presidente já havia feito o mesmo comentário. Na sexta (20), em entrevista ao India Today, ele falou que os países são os mais representativos desse sistema de governo no “Sul Global”.

A fala exclui o maior parceiro comercial do Brasil, uma vez que a China afirma ser uma democracia enquanto é avaliada por pesquisadores, jornalistas e analistas como uma ditadura, uma autocracia ou uma forma de governo que não dialoga com a democracia liberal multipartidária.

A nação é a segunda mais populosa e a segunda maior economia do mundo.

Órgãos internacionais como o Freedom House afirmam que a China não é um país livre, com base na avaliação de diversos marcadores, como liberdade de expressão, de atuação política, de práticas religiosas e de imprensa. Em uma escala de até 100 pontos no índice da instituição, o país asiático acumula nove.

“O secretário-geral do PCCh [Partido Comunista Chinês], Xi Jinping, consolidou o poder pessoal a um nível nunca visto na China em décadas. Após anos de repressão à dissidência política, às organizações não governamentais independentes e aos defensores dos direitos humanos, a sociedade civil chinesa foi amplamente dizimada”, diz a entidade.

Pequim possui um sistema de governo de partido único, que impede siglas menores de concorrer em eleições, eliminando a possibilidade de alternância partidária.

O país também é criticado pelas restrições a liberdades políticas e a direitos humanos impostas à sua população. Não são permitidos veículos de mídia privados, embora jornalistas internacionais possam atuar no território. Há ainda restrições a associações civis e à oposição partidária.

Pequim também limita o acesso de seus cidadãos a redes sociais como WhatsApp, TikTok e Instagram, além de monitorar a publicação de conteúdo online e censurar informações contrárias ao regime.

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