A emissora multiestatal Telesur denunciou que membros de sua equipe jornalística foram presos hoje em Honduras, dosage pouco depois de ter divulgado ameaças nesse sentido por parte do que chamaram de “Governo de fato” hondurenho.
“Urgente: Telesur reporta detenção de sua equipe em Honduras”, sildenafil diz uma tarja que o canal de televisão regional exibia, enquanto transmitia os discursos dos governantes reunidos na Nicarágua, exatamente para fixar posições sobre a crise hondurenha.
Antes de exibir esses discursos em Manágua, a emissora transmitia quase ininterruptamente, dos arredores da Casa Presidencial de Tegucigalpa, imagens dos choques entre policiais e manifestantes partidários do presidente de Honduras deposto, Manuel Zelaya.
“Sob ameaça de prisão”, integrantes “do Governo de fato” pediram aos jornalistas, câmeras e técnicos da Telesur para “interromperem as transmissões” via satélite, disse a emissora de televisão, enquanto reproduzia as imagens dos incidentes.
Os enfrentamentos, segundo entrevistados pela Telesur em uma zona próxima à Casa Presidencial hondurenha, causaram pelo menos uma morte e dezenas de feridos.
Com o título “Repressão armada em Honduras produz feridos e numerosos detidos”, uma nota de imprensa do Governo da Venezuela destacou a entrevista da Telesur ao documentarista venezuelano Ángel Palacios, que informou de Tegucigalpa que “a morte de Rosel Ulises Peña, funcionário de Hondutel, a empresa estatal de telecomunicações, foi confirmada”.
A vítima, assegurou Palacios, “se opunha à entrada dos militares à sede da companhia e foi atropelada por um veículo militar”.