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<i>Quem atira em policiais é criminoso e será perseguido</i>, diz premiê francês

Arquivo Geral

27/11/2007 0h00

O primeiro-ministro da França, abortion François Fillon, chamou hoje de criminoso quem atira em policiais, em uma visita a Villiers-le-Bel, o subúrbio de Paris cenário da segunda noite consecutiva de tumultos protagonizados por centenas de jovens.

Segundo um novo balanço oficial, 82 policiais ficaram feridos, vários gravemente, atingidos por balas de chumbinho disparadas durante os confrontos.

O Governo e os sindicatos de policiais mostraram hoje inquietação com o uso de armas de fogo contra os agentes, o que representa uma escalada perigosa nos distúrbios.

O estopim da onda de violência foi a morte de dois rapazes que andavam de moto sem capacete e bateram em um carro de Polícia no domingo em Villiers-le-Bel.

“Enquanto a Justiça trabalha, nada justifica as violências que aconteceram ontem à noite. São inaceitáveis, intoleráveis”, afirmou o primeiro-ministro. “Os que atiram em policiais são criminosos e serão perseguidos como tais”.

Acompanhado da ministra de Interior, Michèle Alliot-Marie, o chefe do Governo conservador anunciou um reforço dos dispositivos de segurança, o que mostra receio pela continuação dos distúrbios e sua extensão a outros bairros de subúrbio.

De fato, ontem à noite houve violência em meia dúzia de bairros dos arredores de Paris, com a queima de veículos, edifícios, etc.

Enquanto, o Palácio do Eliseu anunciou que o presidente Nicolas Sarkozy terá uma reunião sobre a segurança amanhã, com Fillon, as ministras de Interior e Justiça, e a responsável por Política Urbana, Fadela Amara.

Amara, que visitou hoje Villiers-le-Bel, antecipou que Sarkozy receberá as famílias dos dois rapazes mortos no acidente de trânsito, que é objeto de inquéritos administrativo e judicial.

Sarkozy, que era ministro do Interior durante a onda de violência de 2005, visitará amanhã policiais e bombeiros feridos nos distúrbios, e também receberá o prefeito de Villiers-le-Bel.

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