O tufão “Melor” causou hoje a morte de duas pessoas e deixou mais de 100 feridos, além de vários danos materiais, ao atravessar a ilha de Honshu, a maior do Japão, com ventos de mais de 100 km/h, mas à tarde se adentrou no oceano com rumo nordeste.
O tufão tocou terra no Japão por volta das 5h (17h de Brasília da quarta-feira) e atravessou durante todo dia de hoje o centro do país com fortes ventos, rajadas de até 162 km/h e fortes chuvas.
A imprensa japonesa informou da queda de uma ponte e graves danos em algumas construções, além da interrupção de serviços de trens e o fechamento de fábricas, entre elas as do gigante automobilístico Toyota na província de Aichi.
Quase 3 milhões de pessoas, que diariamente usam o trem para ir ao trabalho em Tóquio, foram afetadas pelos cancelamentos das linhas, informaram à Agência Efe fontes da companhia ferroviária.
Na capital japonesa, as cenas de espera nas principais estações eram a norma no começo da manhã e alguns tiveram que abandonar os trens em plena via.
Além disso, alguns objetos e placas desprendidas de edifícios bloquearam ruas e motivaram a intervenção dos bombeiros, mas as precauções das autoridades evitaram problemas maiores.
Além disso, as companhias aéreas que operam no Japão tiveram que cancelar 494 voos domésticos, enquanto alguns serviços do trem bala foram interrompidos.
O centro do tufão, já degradado a tempestade tropical, deixou às 16h (4h de Brasília) o arquipélago japonês com direção nordeste e ventos de até 108 km/h, mas os fortes ventos devem continuar afetando a ilha de Hokkaido (extremo norte do Japão).
As duas vítimas fatais, das províncias de Wakayama e Saitama (centro do país), morreram hoje após serem atingidos por uma árvore que caiu, enquanto mais de 100 pessoas tiveram feridos de diversas gravidades.
O “Melor” causou danos em 130 casas e inundou mais de 500 imóveis.