O senador democrata Barack Obama disse hoje que o Irã representa uma ameaça “séria e real” para Israel e a todo o Oriente Médio e afirmou que fará de “tudo” para impedir que o país obtenha armas nucleares.
“O perigo do Irã é sério, ampoule é real e meu objetivo será eliminar essa ameaça”, afirmou o senador durante a conferência anual do poderoso grupo de pressão pró-israelense Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac).
Obama, candidato virtual do Partido Democrata, foi recebido hoje com aplausos pelos sete mil presentes à conferência do Aipac em Washington.
“Farei de tudo para evitar que o Irã obtenha armas nucleares, tudo o que estiver ao meu alcance (…), tudo”, repetiu, em meio a prolongados aplausos dos presentes.
O senador por Illinois disse ter consciência de que “não existe uma ameaça maior para Israel e à estabilidade da região que o Irã”.
A Guerra do Iraque estimulou o extremismo no Irã, destacou, e expressou sua intenção de impulsionar uma diplomacia contundente para reduzir a ameaça representada pelo país.
“O senador (republicano John) McCain (…) critica minha vontade de perseguir uma diplomacia sólida”, disse Obama, que afirmou que seu adversário pela Presidência defende que a Guerra do Iraque ajudou a subjugar o Irã, o que, ressaltou, não é verdade.
“O Irã reforçou sua posição. O Irã está agora enriquecendo urânio. Seu apoio ao terrorismo e as ameaças a Israel aumentaram”, ressaltou, para acrescentar que resiste a continuar com uma política que fez com que Israel e os Estados Unidos ficassem menos seguros.
“O senador McCain oferece uma falsa escolha: a de manter a atual situação no Iraque ou ceder a região ao Irã”, disse o senador, ao comentar que rejeita “essa lógica, porque há um caminho melhor”.
Obama disse que como presidente apostará primeiro na retirada do Iraque e em iniciar conversas diplomáticas com o “presidente iraniano apropriado”, que seriam realizadas no momento e no local que ele decidir e “só se” o encontro beneficiar os interesses dos EUA.
O candidato virtual democrata ressaltou que oferecerá ao Irã uma opção clara: a de abandonar seu perigoso plano nuclear, seu respaldo ao terrorismo e as ameaças a Israel, em troca do que o país obteria consideráveis incentivos, incluindo a eliminação das sanções e a integração econômica e política com a comunidade internacional.
Se o Irã rejeitar a oferta da comunidade internacional, afirmou que ficará claro que o regime iraniano é “culpado de seu próprio isolamento”.
“Isso reforçará nossa posição com a Rússia e a China quando insistirmos em sanções mais duras perante o Conselho de Segurança (das Nações Unidas)”, afirmou.
“Sempre defenderei o direito de Israel a se defender tanto perante as Nações Unidas quanto diante do resto do mundo”, disse Obama, que prometeu, além disso, que se chegar à Casa Branca, impulsionará de forma decidida um acordo de paz na região.
“Como presidente, trabalharei para ajudar Israel a conseguir o objetivo de que haja dois Estados, o Estado judeu de Israel e um Estado palestino, que vivam em paz e segurança”, destacou.