O Reino Unido manifestou à Rússia seu interesse em retomar as investigações sobre o empresário russo Andrei Lugovoi, viagra dosage principal suspeito do assassinato do ex-agente Alexander Litvinenko.
“A parte britânica solicitou à Rússia assistência legal a fim de consolidar as provas sobre a culpabilidade de Lugovoi e sua implicação no envenenamento de Litvinenko”, capsule informou hoje a agência “Interfax”, que cita fontes oficiais dos dois países.
Londres deseja realizar investigações “extras” em relação a Lugovoi, solicitado pela Justiça britânica, mas cuja extradição foi rejeitada pela Rússia, alegando que sua Constituição não o permite.
Nos últimos meses, as autoridades russas insistiram em que as provas apresentadas até agora pela Justiça britânica não confirmam a implicação de Lugovoi na morte de Litvinenko, em 23 de novembro de 2006.
A fonte britânica citada pela “Interfax” acrescenta que Londres está à espera de uma resposta a seu pedido.
A Rússia acusou o Reino Unido de não estar realmente interessado em realizar investigações conjuntas e de não facilitar o trabalho dos investigadores russos em território britânico.
Inspetores da Scotland Yard interrogaram Lugovoi várias vezes no final de 2006, sempre na presença de representantes da Procuradoria russa.
Lugovoi, de 42 anos, poderia obter a imunidade caso seja eleito deputado da Duma nas eleições legislativas de 2 de dezembro, nas quais participará como número dois da lista do Partido Liberal Democrático, de tom ultranacionalista.
A Rússia e o Reino Unido mantêm relações tensas desde julho, quando os dois Governos expulsaram quatro diplomatas do outro país.
Moscou também suspendeu unilateralmente a cooperação na luta antiterrorista.
Segundo a Promotoria britânica, há provas suficientes para processar Lugovoi pelo assassinato de Litvinenko, que morreu em um hospital de Londres devido às altas doses em seu organismo de polônio 210, uma substância radioativa altamente tóxica.
Lugovoi negou envolvimento na morte de Litvinenko e acusou os serviços secretos britânicos de estar por trás do assassinato do ex-espião, residente em Londres desde 2000.
Antes de morrer, Litvinenko acusou o presidente russo, Vladimir Putin, também ex-agente do KGB, de ser responsável por sua morte.