“Londres está envolvida em 50% de todos os projetos de desenvolvimento sustentável. Somos os parceiros estratégicos ideais para aproveitar esse mercado em desenvolvimento”, disse o prefeito da “City” em uma conferência na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Para o Stuttard, o Brasil poderia aproveitar melhor o mercado de emissões de créditos de carbono do MDL. O mecanismo permite que os países industrializados financiem projetos que reduzam ou evitem as emissões de gases poluentes nos países mais pobres, em troca de créditos para cumprir suas próprias metas de redução de emissões.
A venda de créditos é um dos mecanismos previstos no Protocolo de Kioto para reduzir a emissão de gases que causam o aquecimento global.
Stuttard elogiou o bom rumo da economia brasileira, assim como o potencial do país no segmento dos biocombustíveis, especialmente do álcool. Ele se declarou “impressionado pelo espírito empreendedor” do país.
“O Brasil foi responsável por colocar a palavra etanol no dicionário mundial. Hoje todo o mundo discute as possibilidades deste biocombustível como alternativa para reduzir os níveis de emissão de CO2”, afirmou.
Em sua conferência, o prefeito do distrito econômico londrino defendeu o “sucesso de Londres como capital financeira” pela abertura de mercado e a competitividade fruto de um “ambiente fiscal e um regulamento favorável aos negócios” e destacou o valor do capital humano.
“Londres tem um pólo de talentos profissionais e muitas destas pessoas vêm de fora do Reino Unido”, comentou. O Lorde-Prefeito enfatizou a importância do investimento na formação profissional e se mostrou “feliz” pelo interesse do Governo estadual do Rio de Janeiro em fomentar os intercâmbios de estudantes de formação profissional com a capital britânica “para se aproximar do mercado de Londres”.
Essa foi uma das conclusões que Stuttard tirou de uma reunião com o governador do estado do Rio, Sérgio Cabral. Também foi acertada a visita de uma delegação comercial fluminense à City no primeiro trimestre de 2008.
Após a conferência, falando a jornalistas, Stuttard assegurou que a atual crise de crédito no setor imobiliário americano “não pode ser encarada como um desastre”.
“Trata-se de um período de nervosismo e os investidores não conseguiram medir o tamanho da crise. Não há muitas informações sobre esses títulos de hipotecas de alto risco nos Estados Unidos. Os mercados quase não caíram de três para 5%”, concluiu.
O Lorde-Prefeito do distrito financeiro de Londres está no Brasil desde o dia 21 acompanhado por uma delegação de 12 executivos das áreas financeira, de seguros e Bolsa de Valores de Londres.
A delegação que já teve reuniões com várias empresas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo irá amanhã a Brasília.