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Mundo

Londres espera resposta de Moscou a expulsão de diplomatas russos

Arquivo Geral

17/07/2007 0h00

O Reino Unido espera hoje a resposta de Moscou a sua decisão de expulsar quatro diplomatas russos pela recusa da Rússia em extraditar Andrei Lugovoi, this principal suspeito do assassinato do ex-agente Alexander Litvinenko.

“Estamos esperando a resposta russa”, disse hoje um porta-voz de Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro, Gordon Brown, ao defender a decisão britânica, anunciada na segunda-feira no Parlamento pelo ministro de Assuntos Exteriores, David Miliband.

Perguntado pela imprensa se os quatro diplomatas russos foram escolhidos cuidadosamente, o porta-voz afirmou: “Esta foi uma resposta diplomática geral de represália”. “Não há dúvidas da seriedade com a qual nossa resposta deveria ser considerada”, acrescentou.

Na segunda-feira, Miliband disse na Câmara dos Comuns que se tratava de uma resposta apropriada para uma decisão “extremamente decepcionante” da Rússia.

O chefe da diplomacia britânica anunciou ainda que a cooperação com Moscou seria revisada em vários assuntos. “Estamos analisando minuciosamente a postura oficial de Londres a fim de elaborar e adotar as medidas adequadas de resposta”, disse Mikhail Kaminin, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores russo.

Em 28 de maio, Londres entregou a Moscou o pedido de extradição do empresário e ex-agente russo Andrei Lugovoi, tido como suspeito do assassinato de Litvinenko.

Litvinenko, ex-espião do Serviço Federal de Segurança (ex-KGB), morreu em 23 de novembro de 2006 no University College Hospital de Londres devido a uma alta dose da substância radioativa polônio-210.

O ex-espião adoeceu no dia 1º de novembro de 2006, dia em que se reuniu com Lugovoi e outro cidadão russo, Dmitry Kovtun, no hotel Millennium da capital britânica, onde tomou chá.

Vários funcionários do hotel Millennium também foram contaminados com polônio-210, segundo os testes. Litvinenko vivia com sua família em Londres e tinha recebido a nacionalidade britânica após se refugiar há alguns anos no Reino Unido.

Em carta divulgada após sua morte, Litvinenko afirmou que o Kremlin estava por trás de seu assassinato pelo fato de o ex-espião ter acusado os serviços secretos russos de causarem uma série de explosões em um edifício de Moscou em 1999 para ajudar Vladimir Putin a chegar à Presidência.

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