O Governo britânico anunciou hoje seus planos de reforma do setor financeiro, information pills que incluem uma ampliação dos poderes dos organismos supervisores e o endurecimento das leis bancárias.
Em um discurso diante da Câmara dos Comuns, dosage o ministro da Economia, Alistair Darling, apresentou o chamado “Livro Branco” do Executivo, que ainda deve ser debatido e concluído antes de ser aprovado.
Entre as novidades, que já foram criticadas pela oposição, o ministro assinalou a ampliação das competências da Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, na sigla em inglês), que terá mais instrumentos para intervir nos comportamentos de risco e poderá penalizar por má conduta.
Além disso, será criado um Conselho de Estabilidade Financeira, integrado por membros dos principais organismos de controle do setor, pelo Tesouro, pelo Banco da Inglaterra e pela FSA, que se encarregará de avaliar possíveis riscos no sistema.
Outras medidas, que foram qualificadas de “totalmente inadequadas” pelos conservadores, pedem que o poder seja mais centralizado no Banco da Inglaterra e destaca também uma nova função para a FSA, que deverá elaborar um relatório anual sobre como os bancos cumprem as diretrizes sobre o pagamento aos executivos.
Além disso, de acordo com o anúncio feito pela União Europeia (UE), ontem, será exigido dos bancos que façam provisões de capital em tempos de bonança, para ter reservas futuras para outras possíveis épocas de perdas, além de limitar o aumento de riscos na concessão de empréstimos.
Darling disse que o sistema financeiro necessitava de uma regulação mais “robusta”, e que “os bancos e outras instituições financeiras deveriam se melhor dirigidos”.
“Necessitamos de uma mudança de cultura nos bancos, com práticas salariais focalizadas na estabilidade em longo prazo e não no lucro imediato”, declarou.
O porta-voz liberal-democrata, Vincent Cable, criticou que o Executivo tenha mantido “um sistema de responsabilidade fragmentado (entre a FSA, o Banco Central e o Tesouro)” e pediu que os grandes bancos sejam divididos, para limitar os riscos para o sistema.