O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, instalou hoje a Comissão da Verdade, que investigará os fatos ocorridos no país antes, durante e depois da deposição do ex-presidente Manuel Zelaya, no dia 28 de junho do ano passado.
“Instalamos a Comissão da Verdade porque é preciso esclarecer os fatos (…), identificar os atos que levaram à situação de crise” e chegar a conclusões “que permitam que não se repitam jamais”, disse Lobo em seu discurso, no ato realizado na Casa Presidencial.
Lobo manifestou sua esperança de que a comissão “contribuirá enormemente com a democracia e com a convivência pacífica entre os hondurenhos” e pediu aos seguidores “de um e de outro extremo (de Zelaya e de Roberto Micheletti) que não temam a Comissão da Verdade”.
O coordenador da comissão, o ex-vice-presidente da Guatemala Eduardo Stein, disse que o objetivo não é “estabelecer consequências de índole judicial”, mas “esclarecer os fatos”.
“Não pensamos em excluir ninguém (…), queremos escutar todas as vozes”, disse Stein.
O ato de inauguração contou com a presença do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza; do secretário de Estado espanhol para região ibero-americana, Juan Pablo de Laiglesia, e do vice-presidente e chanceler do Panamá, Juan Carlos Varela.
Além disso, o subsecretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, e a subsecretária adjunta de Estado para a América Central, Caribe e Cuba, Julissa Reynoso, também estavam presentes.
A criação da Comissão da Verdade foi estabelecida pelo Acordo Tegucigalpa – San José, assinado no dia 30 de outubro do ano passado por delegações de Zelaya e Micheletti, com o objetivo de superar a crise causada pela deposição.