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Ligeira maioria de americanos apoiam mais tropas no Afeganistão, diz pesquisa

Arquivo Geral

10/12/2009 0h00

Ligeira maioria dos americanos apoiam o envio adicional de 30 mil soldados ao Afeganistão, e cerca de 6 de cada 10 não querem que as tropas permaneçam no país por mais de dois anos, indicou uma pesquisa divulgada hoje.


Pelo estudo do jornal “The New York Times” e a cadeia “CBS”, o presidente Barack Obama continua perdendo apoio entre a opinião pública, e seu nível de aceitação está agora em 50%, em comparação com a mesma pesquisa realizada em abril, quando tinha 68%.


Segundo a pesquisa, a economia e não a guerra é o que mais preocupa os americanos: cerca de 50% citou a economia e a criação de empregos, como o problema mais urgente.


Em geral, 51% dos americanos apoiam o envio adicional de tropas, contra 43% que se opõem.


Para 48% dos entrevistados, está correta a gestão da guerra no Afeganistão, e a enquete também destaca a polarização dos americanos em torno do conflito bélico: os republicanos e independentes apóiam a escalada do conflito, enquanto os democratas se mostraram reticentes ao envio de mais tropas.


Seis em cada 10 dos ouvidos indicaram que não querem a permanência das tropas americanas no Afeganistão por mais de dois anos, incluindo os 32% que acreditam que as tropas deveriam sair no prazo de um ano.


Enquanto isso, 55% acreditam que é uma má ideia fixar uma data para o início da retirada do país asiático.


A nova estratégia militar de Obama no Afeganistão foi objeto de audiências em ambas as câmaras do Congresso durante toda semana, incluindo o envio adicional de 30 mil soldados, que se somarão aos 68 mil já deslocados ali.


Obama também estipulou para julho de 2011 o início de um período de “transição”, quando as tropas americanas começaram a deixar o comando das operações para as forças afegãs.


O percentual de americanos que apóiam como Obama está conduzindo a economia caiu para 47%, dos 54% registrados em outubro.


Dos entrevistados, 42% aprovam a condução da saúde, uma queda de 5% nos últimos meses, indicou a pesquisa.


Por outro lado, só 12% acreditam que o cuidado médico é o problema mais urgente nos Estados Unidos, e 2% disseram ser o Afeganistão.

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