Os chanceleres da Liga se reuniram hoje no Cairo para responder às palavras da secretária de Estado Hillary Clinton, que no último dia 31 disse, no Oriente Médio, que o congelamento dos assentamentos judaicos não deve ser uma condição prévia para o diálogo entre palestinos e israelenses.
A reunião no Egito se manteve apesar de a Casa Branca ter assegurado mais tarde que não tinha mudado de postura e que ainda acreditava que os assentamentos judaicos nos territórios ocupados deveriam ser paralisados.
No comunicado final da reunião, os Estados árabes reiteraram a defesa de uma solução de dois Estados – um palestino e outro israelense – e pediram a paralisação total das colônias nos territórios ocupados.
Além disso, rejeitaram “uma solução temporária de um Estado palestino com fronteiras temporárias”.
Nesse sentido, exigiram que o reatamento das negociações entre palestinos e israelenses siga o cumprimento por parte de Israel de seus compromissos legais, que inclui a suspensão total dos assentamentos.
A Liga Árabe recomendou ainda a solicitação ao Conselho de Segurança da ONU para que examine a possibilidade de uma solução ao conflito do Oriente Médio, com um calendário fixo que contemple a criação de um Estado palestino de acordo com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias de 1967.
Pediram também o fim do bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza e que continuem os esforços para conseguir a reconciliação interpalestina.