Os presidentes latino-americanos e caribenhos, mind reunidos hoje na 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada em Costa do Sauípe, Bahia, pediram a unidade regional para poder sair da crise econômica mundial.
Em discurso no plenário da cúpula, o presidente mexicano, Felipe Calderón, afirmou que “há uma falência da economia mundial pelo descontrole especulativo”.
Calderón chamou a atenção para a “bolha” que controlou “artificialmente” os mercados cambial e de ações.
“Nesta crise global devemos sustentar o emprego, o desenvolvimento, a igualdade social, preservar o meio ambiente e o crescimento. Em nossas economias, têm que crescer o investimento público, com finanças saudáveis, e o investimento privado”, disse.
O governante mexicano pediu uma maior “abertura” para favorecer o “crescimento dos mercados” e, nesse sentido, estimulou os países da América Latina a “emparelhar a corrida com a Ásia”, rompendo as barreiras tarifárias e geográficas ao comércio interno.
O presidente dominicano, Leonel Fernández, lembrou que a cúpula regional ocorre 200 anos após o início dos processos independentistas latino-americanos e em meio à “mais grave crise financeira dos últimos 80 anos”.
A atual conjuntura financeira global, disse, foi precedida de “uma crise energética e uma crise alimentícia responsabilizada à variação de oferta e procura pela alta no preço do petróleo”.
“Eu proporia que o encontro do próximo ano nas Nações Unidas para tratar sobre a crise financeira se transforme em uma assembléia do tema, que seja uma iniciativa da região porta-bandeira pelo presidente (Luiz Inácio) Lula da Silva”, acrescentou Fernández.
O líder paraguaio, Fernando Lugo, também fez referência à crise financeira e culpou as “assimetrias estruturais” como um dos responsáveis pela conjuntura.
Já o presidente guatemalteco, Álvaro Colom, analisou a crise econômica à luz de suas repercussões na sociedade.
Ele disse ser favorável à integração e solidariedade dos países da região para enfrentar problemas comuns, como o crime organizado, a crise alimentícia, a marginalização dos indígenas e os problemas migratórios.