Os líderes de Estado de América Latina, Espanha e Portugal acordaram na 19ª Cúpula Ibero-Americana, que terminou hoje na cidade portuguesa de Estoril, promover o desenvolvimento científico e tecnológico para superar os efeitos da crise financeira e melhorar a qualidade de vida na região.
A Declaração de Lisboa, assinada hoje pelos líderes, centrada no tema principal da cúpula – inovação e conhecimento – considera que ambos são instrumentos fundamentais para “erradicar a pobreza, combater a fome e melhorar a saúde”.
O documento pede que os Governos fortaleçam as instituições nacionais ligadas à inovação e a promover a cooperação solidária entre os países da região.
Para isso, promoverão a criação de “um novo e ambicioso programa cuja definição estará a cargo de um grupo de trabalho de responsáveis governamentais de cada país, coordenado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib)”.
Será um programa “para pesquisa aplicada e inovação tecnológica, inclusivo e aberto a todos os países, complementar dos programas existentes e estreitamente articulado com os mesmos”.
A declaração final não menciona o Programa Região Ibero-Americana Inova, dirigido a reforçar a cooperação em matéria de pesquisa aplicada e inovação tecnológica entre as empresas da comunidade, devido à oposição da Venezuela, segundo fontes da Segib.
O documento inclui também o objetivo de potencializar a formação de “talento e recursos humanos” em inovação científica e tecnológica, “procurando atrair mais jovens às corridas científicas”.
Aposta também por desenvolver estratégias de fomento “da inserção laboral”, incluindo o emprego das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) “para a geração de trabalho digno”.
Os líderes acordaram impulsionar medidas com o objetivo de universalizar o acesso às TICs e o desenvolvimento de conteúdos digitais através de programas de alfabetização digital e tecnológica.
Também pedem a criação de condições propicias para proporcionar recursos destinados a fomentar “a inovação nas pequenas e médias empresas”.
O documento destaca o papel essencial “do Estado para encorajar e coordenar ações e políticas de inovação no âmbito econômico e social”, além de ressaltar a importância da inovação, do conhecimento e da transferência de tecnologia para enfrentar a mudança climática.
Neste sentido propõe “participação ativa e coordenada” na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro. |