A Procuradoria Geral da Colômbia acusou hoje dois líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de sequestrar, em 2004, o então recém-nascido Emmanuel, filho da ex-candidata à vice-presidência do país, Clara Rojas.
Pedro Antonio Marín, conhecido como “Manuel Marulanda” ou “Tirofijo”, já falecido, e Jorge Briceño Suárez, o “Macaco Jojoy”, foram apontados pelos investigadores do caso como os responsáveis pelo crime.
A criança, fruto da relação de Rojas com um guerrilheiro, nasceu em 16 de abril daquele ano, quando sua mãe era refém das Farc junto com Íngrid Betancourt, que na época fazia campanha para a eleição presidencial.
Pouco após nascer, Emmanuel foi separado de sua mãe e entregue aos cuidados de Elí Mejía Mendoza, conhecido como “Martín Sombra”, que recebeu de “Tirofijo” e Suárez a ordem de vigiar os sequestrados, razão pela qual, segundo a justiça colombiana, os dois foram agora vinculados a este crime.
“Tirofijo”, que morreu em março de 2008 depois de sofrer um ataque cardíaco, segundo as Farc, foi acusado porque as autoridades colombianas não receberam qualquer registro oficial de seu falecimento.
Clara Rojas foi liberada pelas Farc em janeiro de 2008, poucos dias após agentes do Corpo Técnico de Investigações da Procuradoria (CTI) localizarem o menino em uma creche do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), órgão do governo que recebeu sua tutela em 2005, quando ele foi internado com graves problemas de saúde em um hospital da cidade de San José del Guaviare (sudeste do país) com o nome falso de Juan David.
Posteriormente, o vínculo consanguíneo entre Emmanuel e Clara Rojas foi provado por meio de um exame de DNA.