O trabalhista Kevin Rudd, viagra approved favorito segundo grande parte das pesquisas de opinião para as eleições gerais deste sábado na Austrália, prometeu retirar as tropas de seu país postadas no Iraque caso vença o pleito.
Seu principal adversário, John Howard, líder da coalizão encabeçada pelo Partido Liberal da Austrália (LPA) e chefe de Governo há 11 anos e meio, afirma, por sua vez, que o país tem um compromisso com os Estados Unidos, e que, portanto, não pensa em retirar as forças especiais que Canberra enviou ao Iraque para “a guerra contra o terrorismo”.
Mas no único debate eleitoral realizado pelos dois candidatos, no final de outubro, Howard anunciou uma “revisão” das atividades militares australianas no Iraque e disse que oficiais que estão sob seu comando já tinham se reunido com seus colegas britânicos, americanos e iraquianos com esse propósito.
Rudd, líder do Partido Trabalhista Australiano (ALP), afirmou, por sua vez, que retirará os 550 soldados de combate que a Austrália enviou ao Iraque, por considerar que participar do conflito é o maior erro cometido por Canberra em matéria de política externa desde a Guerra do Vietnã, para onde a Austrália também enviou tropas.
O contingente militar atual, com rotatividade a cada seis meses, deve retornar à Austrália até dezembro deste ano, mas o ALP está disposto a enviar para o Iraque outro para substituí-lo até meados de 2008 “para permitir uma consulta responsável com nossos aliados”, segundo aponta em seu programa de Governo.
Os trabalhistas também sustentam que em caso de vitória neste sábado deixarão a fragata que a Austrália possui no Golfo Pérsico com a missão de proteger plataformas petrolíferas, e que manterão os aviões de transporte que apóiam as operações dos 970 soldados australianos desdobrados na província afegã de Oruzgan.
Rudd, cujo partido apoiou o desdobramento no Afeganistão desde o início do conflito no país asiático, defende que a participação no Afeganistão está justificada, e indicou ao presidente afegão, Hamid Karzai, que seu Governo estaria disposto a aumentar sua presença militar caso fosse necessário.
No entanto, o ALP nunca apoiou a presença das tropas da Austrália em solo iraquiano.
“A do Iraque é uma guerra civil entre facções internas, e a intervenção se justificou pela busca de armas de destruição em massa e depois pela perseguição a terroristas”, disse Rudd várias vezes durante a campanha eleitoral.
O líder trabalhista e seus correligionários lembram freqüentemente em seus discursos públicos as mortes ocorridas no Iraque pela invasão e posterior ocupação das tropas da coalizão liderada pelos EUA.
Além disso, Rudd atribui o aumento de ações terroristas no Iraque à intervenção militar da coalizão.
Segundo uma pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Lowy de Sydney em agosto último, 84% dos australianos consideraram que a Guerra do Iraque não fez nada para reduzir a ameaça terrorista, e 91% opinaram que a guerra piorou a relação dos EUA com o mundo muçulmano.
A intervenção armada no Iraque e a relação da Austrália com os EUA foi um dos assuntos destacados da campanha, mas nem o líder trabalhista, Kevin Rudd, como o liberal, John Howard, quiseram dar muita importância ao tema.
Howard é amigo pessoal do presidente George W. Bush e evitou falar sobre os EUA durante toda a campanha. Já Rudd adotou uma postura de cautela para não prejudicar a intensa relação da Austrália com seu maior sócio internacional.