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Líder taiuanês pede à China que desmonte mísseis apontados à ilha

Arquivo Geral

19/10/2009 0h00

Ma Ying-jeou, presidente taiuanês que assumiu a direção do governante Partido Kuomintang pediu hoje à China que desmonte os mísseis apontados à ilha.

O comunicado do líder taiuanês, que não exclui a possibilidade de reunir-se com o presidente da China, Hu Jintao, foi feito à rádio “ICRT”.

Para o governante taiuanês, o princípio de sua política para a China é o chamado “consenso de 1992”, pelo qual Pequim e Taipé aceitam a existência de uma China, mas se reservam ao direito de entendê-la a sua maneira.

Pequim identifica a China com a República Popular China e considera Taiwan como parte integrante de seu território, enquanto Taipé define-a como República da China, que tem uma jurisdição efetiva sobre Taiwan e direitos sobre China.

Ma disse que o avanço nos laços com Pequim é parte importante do futuro de Taiwan e que a chave é manter o pragmatismo sem renunciar à dignidade nacional.

“A prioridade dever ser ao bem-estar dos taiuaneses. Deste modo, podemos, ao mesmo tempo, proteger a soberania e beneficiar o povo”, revelou Ma.

Outro objetivo fundamental do presidente é conseguir o desenvolvimento com a China.

“O desejo comum dos povos é a paz no Estreito de Formosa”, assinalou o líder taiuanês.

O presidente iniciou negociações com a China, mas até o momento não abordou nenhuma das questões espinhosas dos laços entre Taipé e Pequim.

“As negociações políticas só serão possíveis após a assinatura de acordos econômicos e financeiros com a China e de conseguir um consenso”, disse à imprensa, o presidente da fundação de estudos da paz no pacífico asiático, Chao Chun-shan.

Taiwan espera assinar um memorando de entendimento financeiro e um acordo de cooperação econômica com a China neste ano e no próximo.

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