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Mundo

Líder opositora mantém reunião com representante da Junta Militar

Arquivo Geral

04/10/2009 0h00


O líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, condenada a 18 meses de prisão domiciliar, manteve uma reunião com seu elo com a Junta Militar, Aung Kyi, seu primeiro encontro em dois anos, divulgou hoje a imprensa da oposição.

Durante a reunião de 45 minutos realizada no sábado em instalações governamentais em Yangun, as duas podem ter falado sobre uma carta enviada por Suu Kyi ao Governo no mês passado.

Naquela carta, a dirigente opositora oferecia sua cooperação para que fossem suspensas as sanções econômicas internacionais ao país.

A Nobel da Paz de 1991 e dirigente da Liga Nacional pela Democracia (LND), única formação política legal na oposição, também pediu permissão para dialogar com representantes estrangeiros para entender a gravidade de suas sanções contra Mianmar.

A reunião aconteceu um dia depois de um tribunal birmanês rejeitar o recurso de Suu Kyi contra seu veredicto de condenação de agosto, na qual inicialmente pegou três anos de prisão e que, depois, foi reduzida para 18 meses de prisão domiciliar.

A condenação gerou em agosto os protestos da comunidade internacional, já que implica em que Suu Kyi não poderá participar das eleições legislativas de 2010, para os quais estão se preparando vários partidos políticos de nova criação.

Suu Kyi foi declarada culpada de violar a prisão domiciliar que cumpria desde 2003, ao abrigar em sua casa John Yettaw, um americano que entrou na residência após passar pelos agentes que a vigiam.

A líder opositora birmanesa permaneceu detida durante 14 dos últimos 20 anos.


 

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