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Líder opositor recebe liberdade plena na Venezuela após anistia

Dirigente opositor e ex‑governador de Barinas recupera liberdade após quase 19 meses, beneficiado pela medida promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 17h33

Foto: YURI CORTEZ / AFP

Foto: YURI CORTEZ / AFP

O dirigente opositor Freddy Superlano, conhecido por ter vencido as eleições para governador de Barinas, terra natal de Hugo Chávez, recebeu liberdade plena no âmbito da lei de anistia na Venezuela, informou nesta sexta-feira (27) o próprio opositor.

A legislação é uma iniciativa da presidente interina Delcy Rodríguez, que a promoveu ao assumir o poder após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro durante uma incursão militar dos Estados Unidos.

Especialistas, no entanto, criticam a lei recém-promulgada por a considerarem excludente.

Superlano foi solto em 8 de fevereiro durante um processo de libertação de presos políticos que começou um mês antes com o governo de Delcy e que avançou com lentidão. Ele recebeu, a princípio, liberdade condicional em sua natal, Barinas.

“Hoje, depois de quase 19 meses, recuperamos nossa liberdade, aquela que nos tiraram por pensar diferente e defender nossas convicções, e que, em nenhum momento, eu hesitaria em continuar defendendo”, escreveu Superlano no X.

O político de 49 anos divulgou ainda um vídeo no qual um policial lê uma notificação em que se “decreta o fim de todas e cada uma das medidas coercitivas que pesavam” sobre ele.

Em seguida, dois agentes retiram a tornozeleira eletrônica, como se vê nas imagens.

Superlano trabalhou junto com a líder opositora María Corina Machado na campanha prévia às eleições presidenciais de 2024 e foi preso dois dias depois da questionada reeleição de Maduro.

“Em liberdade plena, nosso irmão!”, celebrou no X Juan Pablo Guanipa, outro dirigente da oposição e colaborador próximo de Corina Machado, que também foi anistiado na semana passada.

Superlano ficou detido na prisão de Rodeo I e, antes disso, no temido presídio do Helicoide, um centro de tortura segundo defensores de direitos humanos, que Delcy mandou fechar.

O dirigente foi inabilitado politicamente depois de ganhar em 2021 o governo de Barinas, um antigo reduto do chavismo e terra natal do popular presidente falecido Hugo Chávez (1999-2013).

Foi deputado da Assembleia Nacional (2016-2021) e coordenador regional do partido Vontade Popular.

AFP

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