O líder da oposição no Japão, Yukio Hatoyama, pediu hoje o voto em seu primeiro comício de campanha, em Osaka (centro), para “mudar o Governo” e “fazer história” nas eleições gerais do próximo dia 30.
Hatoyama, do Partido Democrático (PD), é em todas as pesquisas o favorito a se tornar primeiro-ministro e acabar com mais de meio século de poder quase ininterrupto do Partido Liberal-Democrata (PLD), do atual chefe de Governo, Taro Aso.
Nos comícios de início de campanha, os dois adversários políticos falaram de economia para pedir o apoio dos eleitores, especialmente dos indecisos, que a agência de notícias local “Kyodo” situa em perto de 35%.
Em Osaka, Hatoyama pediu apoio para mudar o Governo e introduzir novas políticas que favoreçam os consumidores.
Já o primeiro-ministro disse hoje em Tóquio que está claro que há sinais de recuperação na economia, graças aos resultados positivos de suas iniciativas de estímulo. Ontem, foi anunciado que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês saiu da recessão no segundo trimestre.
A última pesquisa da agência “Kyodo” dá 32,6% dos votos ao PD e 16,5% para o PLD, o que representa uma redução na vantagem do líder opositor de 4,7 pontos em relação à pesquisa anterior.
Porém, outra pesquisa, publicada hoje pelo diário “Asahi”, mostra uma margem mais ampla para Hatoyama, de 40% contra 21% de Aso.
Os seis candidatos a primeiro-ministro, entre eles uma mulher, iniciaram hoje suas campanhas para pedir o voto em eleições que prometem ser históricas e trazer a mudança política ao Japão.
Desde 1955 o PLD está no poder no Japão, salvo por um curto período de dez meses entre meados de 1993 e 1994.
Durante os 12 dias de campanha, os partidos buscarão o voto e estimular a participação, que deve ser superior aos 67,5% das eleições de 2005.
Mais de 104 milhões de japoneses maiores de 20 anos estão convocados a votar no dia 30 de agosto e cerca de 1.300 pessoas se apresentam como candidatas.
O Japão elegerá 480 membros da Casa dos Representantes (baixa), a de maior poder do sistema parlamentar bicameral japonês, que até agora era dominada por 303 políticos do PLD e 31 de seu aliado budista, Novo Komeito, frente às 112 cadeiras ocupadas pelo PD.