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Líder opositor deixa a prisão na Bolívia após três anos

O líder de direita deixou a prisão de segurança máxima de Chonchocoro, em El Alto, agitando a bandeira de Santa Cruz, departamento mais rico da Bolívia

Redação Jornal de Brasília

29/08/2025 19h24

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O governador afastado de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, agita uma bandeira do departamento de Santa Cruz ao ser libertado da prisão de segurança máxima de San Pedro de Chonchocoro, em El Alto, Bolívia, em 29 de agosto de 2025. O governador afastado de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, um dos líderes da oposição na Bolívia, foi libertado da prisão na sexta-feira em La Paz após passar quase três anos em prisão preventiva, acusado de um suposto golpe, segundo um jornalista da AFP. O advogado e empresário de 46 anos terá que cumprir prisão domiciliar. (Foto de JORGE BERNAL / AFP)

O governador suspenso de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, um dos líderes da oposição na Bolívia, deixou nesta sexta-feira (29) a prisão preventiva em La Paz, depois de quase três anos.

O advogado e empresário, 46, que deverá cumprir prisão domiciliar, liderou em 2019 protestos violentos contra a reeleição do ex-presidente Evo Morales, que levaram à sua renúncia após uma acusação de fraude.

O líder de direita deixou a prisão de segurança máxima de Chonchocoro, em El Alto, agitando a bandeira de Santa Cruz, departamento mais rico da Bolívia. Em seguida, abraçou policiais na saída do local.

“Cumpri minha palavra: nem vendido, nem covarde (…) Viva Santa Cruz! Em poucas horas, vamos chegar para continuar defendendo nosso povo”, declarou Camacho, em vídeo publicado em suas redes sociais.

A Suprema Corte ordenou hoje que se verificasse se os prazos para a reclusão do líder opositor haviam vencido. Ele estava preso desde dezembro de 2022, sem nenhuma sentença.

O político afirmou que vai retomar suas funções como governador. Além de um julgamento por suposto golpe de Estado, Camacho tem outros três casos pendentes: por promover uma greve, por compras públicas e por suspeita de nomeações irregulares de funcionários.

© Agence France-Presse

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