Menu
Mundo

Líder espiritual do radicalismo indonésio é julgado por terrorismo

Arquivo Geral

14/02/2011 12h19

Abu Bakar Bashir, o líder espiritual do grupo radical Jemaah Islamiya vinculado à Al Qaeda, sentou-se nesta segunda-feira no banco para ser julgado por terrorismo, delito pelo que na Indonésia pode levar à pena de morte.

Logo após chegar ao tribunal de Jacarta, fortemente protegido pela Polícia, Bashir negou envolvimento em atividades terroristas e atribuiu a acusação a uma conspiração.

“Eu não fiz nada, só defendo o islã”, disse o clérigo à imprensa a caminho da sala do tribunal da audiência do julgamento, adiado na semana passada por causa de um problema técnico.

Segundo a promotoria, o acusado e seus aliados pretendiam perpetrar ataques a alvos ocidentais em Jacarta e contra instituições do Estado indonésio.

A Polícia garante que tem provas evidentes de que Bashir fundou em Aceh, no extremo norte da ilha de Sumatra, um grupo extremista articulado para se transformar em uma espécie da Al Qaeda.

Cerca de duas centenas de partidários do clérigo conseguiram chegar ao prédio do tribunal, onde receberam Bashir com gritos (Deus é o maior) e outras palavras em árabe.

Bashir pode ser condenado à morte no caso de ser considerado culpado de planejar ações terroristas, mobilizar pessoas para executar atentados e contribuir para financiar com a quantia de US$ 140 mil a criação do grupo extremista.

Mais de uma centena de pessoas foram detidas junto a Bashir durante a operação policial destinada a desmantelar a nova organização radical, supostamente, criada pelo clérigo pelo fato que surgissem lutas internas, grupo considerado autor dos maiores atentados ocorridos no Sudeste Asiático.

A Jemaah Islamiyah foi fundada em 1995 para criar um califado islâmico na Indonésia, Malásia, Cingapura e no sul das Filipinas e Tailândia.

Após ler as acusações, o juiz do tribunal do distrito sul de Jacarta deu prazo ao clérigo para uma nova audiência, fixada para na próxima quinta-feira.

O religioso muçulmano esteve preso dois anos após ser declarado culpado de instigar os atentados perpetrados na ilha de Bali, em 2002.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado