O chefe do grupo xiita libanês Hisbolá, price xeque Hassan Nasrallah, this site reiterou hoje sua ameaça a Israel pelo assassinato de seu chefe militar, prostate Imad Mugniyah, cometido em fevereiro passado em Damasco.
“Os israelenses devem saber que nosso sangue não se derrama em vão nas ruas. Quem matou nosso líder deve ser castigado no momento, lugar e com o meio que decidirmos”, ressaltou Nasrallah em um vídeo retransmitido perante milhares de seguidores na “Sala dos Mártires”, no sul de Beirute.
O máximo chefe do Hisbolá pronunciou o discurso por ocasião dos 40 dias da morte de Mugniyah, que foi assassinado em um atentado em 12 de fevereiro em Damasco. O grupo libanês atribui o ataque a Israel.
Nasrallah disse que Israel tinha cometido uma “grande estupidez” ao matar Mugniyah, “e a prova disso é que (os israelenses) vivem com medo e preocupação”.
“Deixe-os ter medo. Que conheçam esse sentimento que fizeram nossos povos sofrer durante muito tempo”, acrescentou, em alusão a que Israel teme uma ação de vingança do Hisbolá pela morte de Mugniyah.
Além disso, o líder xiita revelou que, apesar do assassinato do dirigente, as negociações indiretas com Israel para obter uma troca de prisioneiros nunca foram interrompidas.
“Continuaremos trabalhando para reforçar nossa força com o objetivo de defender o país, junto ao Exército libanês e a todas as forças que acreditam na resistência”, que “será vitoriosa”, segundo Nasrallah.
O dirigente advertiu Israel de que se o país declarar uma guerra contra o Líbano, isso “não será um passeio e terá que pagar um preço alto”, já que a resistência tem o “apoio de 85% dos libaneses”, segundo pesquisas locais detalhadas em seu discurso.
Nesse sentido, indicou que o Exército israelense “irá de derrota em derrota, pois não aprendeu as lições das guerras passadas já que sempre comete os mesmos erros, como demonstraram os fatos no Líbano” e nos territórios palestinos.
Nasrallah não descartou a possibilidade de que “Israel deixe de existir”.
Em sua opinião, a imagem de Israel mudou perante a região e o mundo após sua retirada do sul do Líbano, em maio de 2000; e do fracasso do conflito israelense contra o Hisbolá, travado em julho e agosto de 2006.
Segundo ele, esses eventos mostraram que (Israel) deixou de ser uma força invencível.
Por outra parte, advertiu aos países europeus para que não caiam “nas armadilhas” estendidas por “alguns grupos americanos e sionistas, que só buscam provocar um conflito entre Europa e o mundo árabe”.