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Líder democrata quer que candidato presidencial seja escolhido até julho

Arquivo Geral

28/03/2008 0h00

O presidente do Partido Democrata, about it Howard Dean, expressou hoje seu desejo de que o candidato do partido à Presidência seja escolhido até julho, ao invés de se esperar até a convenção de agosto. “Acredito que seria bom ter tudo decidido até 1º de julho”, disse Dean, em uma entrevista à rede de televisão “ABC”.

“Houve algumas críticas pessoais entre os candidatos”, disse. “Não queremos que isto degenere em uma grande briga na convenção”. Nenhum dos dois pré-candidatos democratas à Casa Branca, os senadores Barack Obama e Hillary Clinton, conseguiu até agora os 2.024 delegados necessários para obter a candidatura nas prévias eleitorais do partido, que começou em janeiro e se prolongará até junho.

A esta altura, é quase matematicamente impossível que algum dos dois atinja o “número mágico”. Para isso, seria necessário obter o voto dos cerca de 800 “superdelegados”, que teriam a última palavra no processo de escolha.

Apesar de esses funcionários terem poder de decisão na convenção do partido – que será realizada em agosto, em Denver (Colorado) – Dean quer impedir que o assunto se prolongue até então. “Acho que há 800 (superdelegados), e 450 já disseram quem apóiam. Eu gostaria que os outros 350 também o dissessem até o dia 1º de julho, para que não tenhamos que levar isto à convenção”, disse Dean, em entrevista concedida hoje à rede de televisão “CBS”.

As últimas enquetes mostram que a longa e negativa campanha já começou a desgastar os presidenciáveis democratas, e os estrategistas do partido temem que a situação prejudique o partido nas eleições de novembro. “Acho que os candidatos precisam entender que têm a obrigação de unificar o país. Alguém vai perder esta corrida (…) e essa pessoa tem que conseguir que seus partidários apóiem o candidato (presidencial)”, destacou.

No lado republicano, o senador John McCain já conseguiu o número de delegados necessários para ser o candidato desse partido. Uma enquete divulgada na quarta-feira pela firma de pesquisas Gallup indicava que 28% dos partidários de Hillary votariam em McCain caso Obama concorresse com ele. “Isto sugere que alguns partidários de Hillary se opõem tão firmemente a Obama (ou são tão leais a Hillary) que estariam dispostos a votar no representante do outro partido se Obama fosse o candidato presidencial”, disse a Gallup.

Entre os partidários de Obama, 19% votariam em McCain caso Hillary conseguisse a candidatura. Até o momento, Obama lidera a corrida democrata para a indicação presidencial. Mesmo assim, a senadora por Nova York confia na redução da diferença durante as prévias restantes, e para isso tenta se apresentar aos superdelegados como a candidata à Presidência com mais possibilidades de derrotar McCain.


 

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