A líder uigur Rebiya Kadeer acusou hoje a China de orquestrar um “genocídio” na província de Xinjiang, onde diz ter havido um deslocamento forçado de mulheres, milhares de mortos em distúrbios e desapropriação de terras.
A fundadora do Congresso Mundial Uigur (WUC), que representa no exílio a etnia, disse em coletiva de imprensa em Tóquio que o Governo chinês a acusa injustamente de terrorismo com a intenção de desacreditá-la, após os protestos de julho em Xinjiang (noroeste).
Trata-se da segunda visita ao Japão de Kadeer, que vive exilada nos Estados Unidos, após os distúrbios ocorridos em julho entre uigures e chineses de etnia han em Urumqi, capital de Xinjiang.
Kadeer pediu uma investigação independente e ajuda internacional para pôr o fim ao que chamou de “60 anos de ocupação chinesa e ao genocídio uigur”.
O Governo da China responsabiliza Kadeer por provocar os protestos em que, segundo os números oficiais, morreram pelo menos 197 pessoas e outras 1.700 ficaram feridas.