“O conceito de Estado central terminou e não existe desde que a Constituição iraquiana reconhece um Estado federal e um território curdo no Iraque”, o dirigente da Aliança Unida Iraquiana, maior bloco político no Parlamento, com 275 cadeiras.
“Portanto, todo mundo deveria aderir à Constituição, reconhecendo o direito à criação de estados autônomos e garantindo amplos poderes às províncias”.
Não é a primeira vez que Hakim pede uma descentralização e reivindica mais autonomia para as províncias de maioria xiita no sul do país árabe.
Esta visão não é compartilhada pelos sunitas, que são contra um sistema federal, com o argumento de que significaria a partilha de fato do país em entidades étnicas rivais.
Hakim também pediu a expulsão dos grupos terroristas do Iraque, incluindo o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
O político também pediu a reconstrução das duas cúpulas douradas de um santuário xiita em Samarra, 100 quilômetros ao norte de Bagdá, destruídas em fevereiro de 2006 em um atentado que marcou o início de uma onda de violência sectária em todo o país.