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Líder da oposição exilada Machado afirma que seu retorno estabilizaria a Venezuela após terremotos

Líder da oposição exilada afirma que a Venezuela vive um “Estado falido” e acusa o governo de Delcy Rodríguez de impedir sua volta ao fechar o espaço aéreo

Redação Jornal de Brasília

03/07/2026 12h40

Foto: Gabriela Oraa / AFP

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana. Foto: Gabriela Oraa / AFP

A líder da oposição exilada, María Corina Machado, afirmou nesta sexta-feira (3) que seu retorno à Venezuela seria um fator de estabilização após os terremotos de 24 de junho e declarou que o país enfrenta um “Estado falido”.

Machado deixou o país clandestinamente em dezembro e, na segunda-feira, acusou o governo de Delcy Rodríguez de fechar o espaço aéreo para impedir seu retorno.

“Após a tragédia de 24 de junho, minha presença traz estabilidade; faz parte das forças organizadoras de que o país precisa”, declarou nesta sexta-feira em uma videoconferência com correspondentes estrangeiros.

“Essa tragédia evidenciou o que todos sabíamos: a Venezuela se transformou em um Estado falido e tem uma ausência absoluta e total de capacidade para administrar danos”, acrescentou.

Os dois terremotos que atingiram a Venezuela causaram mais de 2.500 mortes e 12.400 feridos, principalmente no estado de La Guaira e em Caracas. Quase 200 edifícios desabaram completamente, segundo números oficiais.

Delcy Rodríguez governa como presidente interina da Venezuela sob pressão dos Estados Unidos, que capturaram Nicolás Maduro em uma operação militar realizada em Caracas em 3 de janeiro.

“Estou profundamente agradecida ao governo dos Estados Unidos pelo que fez em favor do início de uma transição na Venezuela e pelo que está acontecendo hoje em termos de apoio humanitário”, declarou a vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

“Estou absolutamente convencida de que, para facilitar o avanço de um processo de transição, minha presença contribui”, insistiu Machado.

Os Estados Unidos consideraram recentemente que não é o momento de tratar de temas políticos “sensíveis”, como o retorno de Machado, em meio à crise provocada pelos terremotos.

“Acrescentar questões políticas sensíveis à situação neste momento é contraproducente para nossos esforços de resposta a esta tragédia”, declarou à AFP, na quarta-feira (1º), um porta-voz do Departamento de Estado.

AFP

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