O líder dos radicais da Mesquita Vermelha de Islamabad, capsule Abdul Aziz, symptoms compareceu hoje a um tribunal antiterrorista em Islamabad e ficará sob guarda policial durante sete dias, disse uma fonte oficial.
O “maulana” ou mestre Aziz foi acusado até agora do seqüestro de vários cidadãos chineses e policiais paquistaneses que ficaram detidos durante dias pelos radicais de sua mesquita.
O templo, localizado em pleno centro de Islamabad, está cercado por 1.500 membros das forças de segurança há uma semana e sob ameaça de ser invadido caso os extremistas armados em seu interior não se rendam.
Aproximadamente 1.700 estudantes das madraçais (escolas corânicas) abandonaram o templo nos últimos dois dias, após o governo ter prorrogado várias vezes seu ultimato.
No entanto, estima-se que cerca de 200 menores, alunas das madraçais, ainda estejam dentro da mesquita. Uma fonte diplomática disse que as autoridades temem que estas meninas possam ser usadas como escudos humanos pelos radicais entrincheirados no local.
Hoje foram registrados intensos tiroteios e explosões na região, que também foi sobrevoada por helicópteros de combate, de acordo com uma testemunha.
A vida em Islamabad ficou praticamente em suspenso devido à crise em torno da mesquita, localizada em um movimentado bairro comercial próximo às embaixadas e que abriga os prédios do governo.
Três cordões de segurança isolam o templo: o primeiro de forças paramilitares, outro de policiais de Islamabad e um terceiro de soldados. Ao menos 14 pessoas morreram devido aos tiroteios entre radicais e forças de segurança.
Aziz, que foi detido na quarta-feira após tentar deixar o templo usando uma burka, apareceu hoje na televisão estatal fazendo um apelo aos estudantes da mesquita para que abandonem as armas.
No entanto, no interior do templo, centenas de estudantes resistem, liderados pelo irmão de Aziz, Abul Rasheed Ghazi, que exige como condição para se render que o governo não adote ações legais contra eles.
Fontes oficiais citadas pela imprensa paquistanesa disseram que as autoridades ainda confiam em uma solução pacífica para a crise e que mantêm uma comunicação telefônica aberta entre Ghazi e o presidente da governista Liga Muçulmana, Chaudhry Shujaat Hussain.
Este último vem agindo como negociador desde abril, quando Aziz ameaçou cometer atentados suicidas por todo o país caso o governo não adotasse a Sharia, ou lei islâmica. O grupo ainda criou um tribunal paralelo ao estilo talibã encarregado de observar a aplicação desta norma.
Aziz chegou a afirmar que possuía 10 mil homens dispostos ao “martírio” em nome da jihad, ou guerra santa.