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Mundo

Líbia: enfermeiras búlgaras condenadas à morte podem ter penas alteradas

Arquivo Geral

16/07/2007 0h00

O Alto Conselho de Justiça da Líbia reúne-se hoje em Trípoli para examinar o caso das cinco enfermeiras búlgaras e o médico palestino condenados à morte, stomach com a perspectiva resolvê-lo após o acordo sobre as indenizações às famílias afetadas.

Este organismo depende do Ministério da Justiça e tem o poder de confirmar, buy revogar ou modificar a decisão do Tribunal Supremo, nurse que na semana passada ratificou as penas de morte dos voluntários sanitários.

A mudança da condenação pode acontecer graças ao acordo entre as famílias das crianças infectadas com o vírus da aids e os representantes do fundo internacional de ajuda à Líbia, criado há dois anos pela União Européia (UE).

A Fundação Kadafi, dirigida por Seif el-Islam, um dos filhos do líder líbio, Muammar Kadafi, confirmou que as famílias aceitaram uma indenização de US$ 1 milhão para cada uma delas, e em conseqüência não solicitam a aplicação da pena capital.

Diante desta nova situação, o Alto Conselho de Justiça pode concordar hoje em mudar a condenação e impor às enfermeiras e ao médico uma pena de prisão em vez da morte ditada pela Corte Suprema, o que permitiria a aplicação do tratado de extradição existente entre Líbia e Bulgária.

Se isso acontecer, os voluntários sanitários seriam extraditados a Sófia, terminando assim um calvário de oito anos de prisão por um crime que negam insistentemente. A Justiça líbia os condenou de ter contagiado com o vírus da aids 438 crianças hospitalizadas no centro pediátrico de Benghazi, das quais 56 morreram.

Os voluntários insistiram em sua inocência e alegaram durante o julgamento que o contágio ocorreu devido às más condições do centro hospitalar.

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