As autoridades iranianas libertaram hoje os três jornalistas estrangeiros detidos durante os protestos contra o governo na quarta-feira, mas ainda mantém detidos dois repórteres iranianos, se informou hoje.
“Três estrangeiros, um canadense e dois alemães, que foram detidos na quarta-feira, foram libertados” ontem à noite, afirmou o procurador-geral de Teerã, Abaas Jafari-Dolatabadi.
Em primeira declaração, as autoridades afirmaram que os capturados eram um cidadão japonês e dois canadenses.
O procurador-geral também confirmou que um estudante de jornalismo dinamarquês, que aparentemente estava no país para realizar um trabalho de pesquisa sobre a política iraniana, também está detido.
“Requereremos às autoridades competentes que nos apresentem documentação que demonstre o propósito da presença dele aqui. Uma vez que os recebamos, se atuará em consequência”, disse Dolatabadi a agência oficial de notícias local “Irna”.
Centenas de opositores se manifestaram na quarta-feira em Teerã de forma paralela à concentração convocada pelo regime iraniano para comemorar o trigésimo aniversário do assalto à embaixada dos Estados Unidos na capital iraniana.
Os meios de comunicação estrangeiros estão proibidos desde junho cobrir as manifestações da oposição, que o regime considera “ilegais”.
Algumas testemunhas relataram que cerca de 20 iranianos foram detidos durante os protestos contra o governo.
De acordo com a Organização Repórteres sem Fronteiras, Irã é considerado um dos principais países “predadores da imprensa”.
Desde junho, quando explodiram protestos populares contra a polêmica reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, a Polícia iraniana vem detendo milhares de pessoas, em sua maioria repórteres e partidários da oposição reformista.