Um total de 22 dos 23 funcionários de uma empresa terceirizada da petrolífera canadense Talisman, sequestrados no departamento colombiano de Vichada aparentemente pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foram libertados após a pressão militar exercida na região, informou o Governo nesta terça-feira.
O ministro da Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, explicou à imprensa em Bogotá que todos os libertados apresentam “boas condições de saúde” e que as autoridades continuam buscando o último refém.
Em princípio, o ministro confirmou a libertação de 19 pessoas, mas minutos depois elevou o número para 22.
Rivera destacou que imediatamente após o anúncio do sequestro em massa, atribuído a “terroristas” das Farc, “foi ativada a busca” em Vichada, departamento na fronteira com a Venezuela, liderada pelo comandante do Exército, o general Alejandro Navas.
“Por essa pressão militar, conseguimos a libertação”, ressaltou Rivera, que detalhou que um dos sequestrados conseguiu fugir pouco depois da captura e forneceu as primeiras informações às autoridades para iniciar a busca do resto do grupo.
O ministro destacou que as vítimas deste sequestro são “humildes trabalhadores” da região, a maioria indígenas, que foram feitos reféns nesta segunda-feira às 16h do horário local (18h de Brasília).
Este foi o maior sequestro registrado na Colômbia desde janeiro de 2008, quando as Farc retiveram 30 turistas no departamento de Chocó, na fronteira com o Panamá.