A dirigente governista venezuelana Lina Ron, que liderou um ataque armado dia 3 de agosto contra a emissora opositora Globovisión, foi libertada esta noite, informou seu advogado, Gilberto Landaeta.
Segundo Landaeta, a ordem de libertá-la foi outorgada por um tribunal de Caracas.
O ataque perpetrado por Ron e militantes de seu grupo União Patriótica Venezuelana (UPV) contra a sede da rede de notícias opositora incluiu o lançamento de duas bombas de gás lacrimogêneo e deixou um funcionário da emissora com queimaduras na mão e um agente da Polícia Metropolitana ferido.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comunicou a detenção de Ron um dia depois do ataque e manifestou que a dirigente governista “violou a lei” ao cometer um “ato contra-revolucionário” e, portanto, “deve receber o peso da lei”, junto ao grupo armado “com quem ela andava”.
Segundo Chávez, o ato “anárquico” perpetrado por Ron contra “uma televisão contra-revolucionária (…) dá armas ao inimigo para que ataquem a mim, o tirano”.
O diretor e presidente de Globovisión, Alberto Federico Ravell e Guillermo Zuloaga, respectivamente, responsabilizaram diretamente a Chávez pelo ataque contra a sede da emissora, ameaçada de fechamento pelo Governo, que a acusa de “terrorismo midiático”.
Globovisión enfrenta pelo menos cinco processos administrativos por parte do órgão regulador de telecomunicações venezuelano, Conatel, dois dos quais poderiam levar ao cancelamento da permissão de transmissão.