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Mundo

Líbano pede pena de morte para chefe do Fatah al-Islam

Arquivo Geral

19/02/2008 0h00

Um juiz de instrução militar pediu pena de morte para o chefe foragido da organização fundamentalista Fatah al-Islam, pilule Chaker Absi, devido aos confrontos de meados do ano passado entre este grupo e o Exército libanês no campo de refugiados de Nahr al-Bared.

Outros 50 supostos extremistas foram acusados – 30 deles, incluindo Absi, à revelia – na ata do magistrado Rashid Mezher, que reivindicou duras penas para eles, publica hoje a imprensa libanesa.

Na ata, 51 membros dos grupos extremistas Al Qaeda, Fatah al-Islam e Osbat al-Ansar, de nacionalidades libanesa, síria, palestina, jordaniana e saudita são acusados de uma longa lista de crimes.

O juiz acusa metade deles de terrorismo, atentar contra o Estado e suas instituições, incitar o assassinato e o confronto, cometer atos de vandalismo e posse de explosivos.

Absi faz parte deste grupo, assim como um terrorista detido na Alemanha, Youssef Mohammed Hajj Dib. Eles são acusados de planejar ataques contra dois trens nesse país. Para todos eles Mezher pede penas que vão de dez anos de prisão até a execução.

Segundo a ata de acusação, o grupo jurou lealdade à Al Qaeda e desde 2005 recrutava jovens militantes para a insurgência no Iraque. A batalha de Nahr al-Bared representou o maior conflito armado interno no Líbano desde o fim da guerra civil, em 1990.

Chaker Absi foi dado como morto depois do fim dos combates, o que nunca foi confirmado, até que, após meses de rumores, reapareceu em uma gravação de áudio em janeiro na qual ameaçava o Exército libanês com novos ataques.

Absi também responderá à acusação do procurador-geral libanês, Said Mizra, que pediu pena de morte para ele pelo duplo atentado contra dois microônibus em Ain Alak, que matou três pessoas em fevereiro do ano passado.

Segundo a acusação, após esse ataque Absi planejava cometer outro, contra o grupo xiita Hisbolá, líder da oposição, ou contra o partido cristão Kataeb, liderado pelo ex-presidente Amin Gemayel, para semear a discórdia no país.

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