O primeiro-ministro libanês, order health Fouad Siniora, story pediu ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU) para investigar o assassinato do seu ministro da Indústria, Pierre Gemayel, disse ontem o secretário-geral Kofi Annan.
Em mensagem escrita na terça-feira, Siniora disse a Annan que o governo libanês gostaria de incluir a morte de Gemayel no inquérito da ONU sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri. Annan pediu ao Conselho de Segurança que "aja apropriadamente".
O embaixador norte-americano na ONU, John Bolton, disse que a decisão deve caber ao belga Serge Brammertz, que comanda o inquérito sobre a morte de Hariri.
"Assumindo que ele tenha recursos, e achamos que tem, nossa opinião é de que ele já tem autoridade para estender essa assistência, e seria prudente fazê-lo assim que possível, enquanto as provas da cena do crime ainda estão frescas e antes que a obstrução da justiça ocorra", afirmou Bolton a jornalistas.
Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, concordou com a tese de que Brammertz pode decidir por conta própria se ajuda a investigação libanesa. De acordo com ele, Annan passou o tema ao Conselho de Segurança para pedir orientações.
A investigação da ONU já examina 14 outros ataques aparentemente com motivação política ocorridos no Líbano desde a morte de Hariri, em fevereiro de 2005. Brammertz relatou que todos os 15 casos parecem ligados entre si de uma forma ou de outra.
Gemayel, um político cristão e anti-sírio, foi baleado dentro do seu carro na terça-feira próximo a Beirute, num momento em que o gabinete tentava aprovar a criação de um novo tribunal da ONU para julgar os suspeitos dos 15 atentados.
O gabinete de Siniora, onde os ministros anti-sírios são maioria, fez a votação depois da renúncia de seis ministros da oposição, numa manobra vista por muitos como uma tentativa de impedir a criação da corte especial.
O presidente do Líbano, Emile Lahoud, pró-sírio, disse que a votação do gabinete foi ilegítima. Na terça-feira, já depois da morte de Gemayel, o Conselho de Segurança também sancionou o plano, que ainda precisa do aval final do governo libanês.
Mas o novo homicídio agrava a crise para o governo Siniora, porque a renúncia ou qual quer impossibilidade de mais dois ministros derrubaria o gabinete.
Vários políticos acusaram a Síria pela morte de Gemayel e alertaram que pode haver novos homicídios. Damasco nega qualquer envolvimento nas mortes de Hariri e Gemayel.
Detlev Mehlis, ex-chefe da investigação da ONU, qualificou o atentado a Gemayel como "um ataque ao governo libanês, ao planejado tribunal internacional e à ONU".
Em entrevista ao jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, ele afirmou que "os chamados elementos pró-sírios no Líbano têm um óbvio motivo" para terem matado o ministro.