O presidente do Líbano, Michel Suleiman, confirmou nesta quarta-feira que a Síria colocou minas em sua fronteira com o país com o objetivo de evitar o contrabando de armas e a entrada de pessoas de forma ilegal.
“Síria colocou minas ao longo da fronteira para evitar as infiltrações e o contrabando”, disse Suleiman ao jornal libanês “Al Liwa”, que publicou as declarações do governante em sua edição digital.
Até este momento, as autoridades libanesas tinham rejeitado comentar a colocação de minas na fronteira, apesar de a imprensa local ter mostrado imagens dos artefatos.
A proliferação de minas nas áreas de fronteira foi muito criticada por ativistas e agricultores libaneses, que não podem colher seus produtos por medo da explosão dos artefatos.
Na entrevista, Suleiman também afirmou que a Síria e o Líbano estão mantendo conversas, após as forças sírias terem entrado em território libanês em distintas ocasiões para perseguir os opositores do regime de Bashar al Assad.
De acordo com o presidente do Líbano, a Síria expressou seu “pesar pelas violações não desejadas” da soberania do país.
O Governo libanês, liderado pelo grupo xiita Hezbollah, acusa a oposição e a imprensa de exagerar nas informações sobre estes incidentes, enquanto a oposição considera que o Governo é cúmplice das autoridades sírias e tenta ocultar os fatos.
Além disso, os dois países reforçaram as medidas de segurança na fronteira comum, o que impediu um maior fluxo de sírios que fogem da repressão em seu país.
Desde março, a Síria é palco de revoltas populares contra o regime de Bashar al Assad. Mais de 3.500 pessoas já morreram no país, segundo os últimos números da ONU.